Monday, March 19, 2012

Crónica Revista Sábado (XIX) - Viagens Profissionais a Luanda

Viajar para Luanda é, actualmente, uma prática frequente na vida de muitos profissionais Portugueses. Dada a assustadora crise que afecta grande parte dos países Europeus, Portugal, mais do que nunca, vem recorrendo à economia Angolana, que se vem tornando fonte de sobrevivência para muitos. Mas aqueles que julgam que vão “chegar, ver e vencer”, bem como os que ainda pensam e actuam com espírito arrogante e sobranceiro, desenganem-se porque vão sofrer vários amargos de boca...

Luanda é uma cidade em ebulição, já desde há muito, na qual se sente uma enorme vivacidade. As obras estão por todo o lado e, a cada ida, vejo novos edifícios, novas agências bancárias, novos restaurantes, pessoas de inúmeras nacionalidades… No que respeita ao protocolo na sua vertente multicultural (usos e costumes), defendo que o mais importante é a flexibilidade e o respeito por tudo e por todos.

Aos profissionais Portugueses que viajam pela primeira vez, aconselha-se abertura face a uma cultura que, apesar de muitos pontos comuns, não é a sua. O primeiro conceito radicalmente diferente é o da relação com o tempo, pois a constante pressa e stress dos Portugueses opõe-se à calma com que a maioria dos Angolanos gere o seu dia. Será, quase sempre, o caótico trânsito da cidade a determinar a hora dos compromissos, mais do que uma pormenorizada planificação de agenda. Por outro lado, os dias começam muito cedo, mas podem terminar com um jantar tardio e demorado num dos muitos restaurantes da cidade. Não restará muito tempo para descansar.

O cumprimento mais frequente em ambiente profissional, mesmo entre mulheres, continua a ser o aperto de mão. É importante trocar cartões-de-visita e não descuidar o uso de títulos académicos, militares, profissionais. Ao contrário do que possa parecer numa observação ligeira, a sociedade Angolana é muito formal, existindo um enorme respeito pelos estatutos sociais e profissionais e também pela idade. Os cumprimentos e os encontros nunca deverão ser apressados e informais, é usual que se pergunte pela família e se faça conversa de circunstância evitando, naturalmente, como em qualquer situação, temas delicados de natureza política, social ou religiosa.

Fiel ao princípio de que tudo comunica, também em Angola a imagem conta, e muito. Em ambientes profissionais mais formais, continua a ser aconselhável o uso de fato e gravata, apesar do conceito de “business casual” já ser muito frequente. Atente-se, contudo, a que “casual” (sem gravata), não significa desleixo, pelo que o clima não deve servir de desculpa para usar trajes demasiadamente informais. As t-shirts, os calções e os chinelos são aconselháveis sim, mas para a praia! Os Angolanos apreciam uma apresentação cuidada, gostam de peças de qualidade e de marca.

Povo hospitaleiro por natureza, os Angolanos gostam de celebrações e, numa cidade como Luanda que ainda não dispõe de muitas opções de lazer, os almoços e jantares são muitos frequentes e animados. Não é de bom-tom recusar o que é oferecido, nem assumir uma postura de nada querer provar por uma infinidade de razões…

Os Angolanos falam calmamente, normalmente em tom de voz moderado ou baixo, e não devem ser interrompidos. Também a comunicar, como em quase tudo, é necessário dispor de tempo. O contacto visual é importante mas o olhar não deve ser invasivo. Tentam sempre agradar aos seus interlocutores e os padrões de comunicação não são, sempre e por definição, semelhantes aos nossos. Dificilmente ouvirão de um Angolano um “não” directo e assertivo, pelo que, em determinadas situações, poderão ocorrer da nossa parte, interpretações não totalmente exactas.

As reuniões decorrem, habitualmente, em ambiente formal e, ao contrário dos Portugueses, os Angolanos não são grandes apreciadores de café, preferindo o chá. Poderá ocorrer a troca de presentes como forma de estreitar relações.

À semelhança de outras culturas, também os Angolanos precisam de estabelecer relações pessoais e de confiança para, posteriormente, negociar. Isso exige da parte dos Portugueses disponibilidade de tempo e de recursos para investir no estabelecimento de relações que podem demorar a se desenvolverem. A palavra urgência não se enquadra neste contexto...

Boa viagem e boa sorte!

Cistina Marques Fernandes

Thursday, March 15, 2012

Imagem (LVIII) | Jeans

Os “jeans” tiveram a sua origem, no século XIX, nos Estados Unidos. Foram inventados pelo fundador da empresa Levis Strauss como vestuário de trabalho, devido à sua robustez e resistência. Além disso eram muito económicos - o que os tornou muito populares no meio profissional (não executivo). As calças Levis 501 são, ainda hoje, um objecto de culto!


Contudo, foi durante os anos cinquenta, após a Segunda Guerra Mundial que apareceram em massa no continente Europeu. Os “jeans” foram utilizados pelos jovens como instrumento de comunicação, com o propósito de transmitir rebeldia e conferir liberdade.


As calças “jeans” marcaram indiscutivelmente o mundo da moda e foi após este período que este material passou a encarado de outra forma, não apenas como roupa para trabalhos pesados. Nos anos sessenta, este tipo de tecido, passa a ser um material usado pelos estilistas e, naturalmente, o seu preço passa ser mais elevado.


Nos anos oitenta e noventa os “jeans” passam a ser coordenados com outras peças de vestuário, mais dispendiosas: sapatos de boa qualidade, casacos de bom corte, blusas de seda, acessórios vários, etc..


Na actualidade, os “jeans” integram a lista de peças chave e básicas no guarda-roupa de qualquer pessoa, quer seja homem ou mulher, jovem e até para os menos jovens. Há modelos ajustados e favorecedores a qualquer pessoa.


Os “jeans” pela liberdade que conferem a quem os usa, são normalmente associados a vestuário de fim-de-semana. Um dos grandes desafios das organizações é conseguir manter afastadas as calças “jeans”, dos seus colaboradores, no dia-a-dia profissional. Há, também, muitas empresas que cedem e permitem o seu uso à sexta-feira. Mas há profissões para as quais são totalmente inadequados.


“Never underestimate the power of denim, including when it doesn´t fit the situation. Jeans can be sexy for a date. They’re ideal for running around on your day off or for a dinner party at a best friend’s house. Some jeans could even be right for work – depending on the office’s dress code and culture. But when it comes to a company event, unless it’s some hoedown barbecue, opt for a little more than denim out of respect for your employers and industry.” Rachel Zoe
Opte por seleccionar modelos tendencialmente mais clássicos e menos arrojados porque serão aqueles que se manterão “na moda”, por um maior período de tempo.


Susana de Salazar Casanova

Thursday, March 8, 2012

A questão frequente: ler ou não ler um discurso?

“Todo o discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo.”, Sócrates
À partida, quando se pensa no tema, rapidamente se conclui que o ideal é não ler um discurso. Este é o objectivo da maioria das pessoas que, no desempenho da sua actividade profissional, precisam discursar. Isto levanta dificuldades a quem tem que discursar, porém não possui o tal “dom da palavra”.


Acredita-se que a leitura de um texto em voz alta retira o impacto que as palavras têm quando são proferidas naturalmente. Assim, o primeiro passo deve ser o de tentar discursar, para uma audiência, e conseguir fazê-lo apenas com o apoio de umas notas. Adicionalmente e se possível, tentando não ler integralmente essas indicações. Mesmo assim, ler pequenos trechos é diferente de falar sem notas, o que confere maior espontaneidade e naturalidade ao discurso e obviamente ao tema em apreço.


Quando não se é muito experiente e se tem de falar sem qualquer tipo de apoio, é preferível ser-se sucinto. Acredito que quem está muito à vontade sobre um tema, da sua área, consegue falar sem fazer uma leitura integral. Os menos experientes devem treinar e preparar-se e há, ainda, quem possivelmente nunca venha a ser um comunicador nato.


Outra dificuldade acontece quando é necessário efectuar um discurso e não existe púlpito. O que fazer com os papéis onde está o texto e onde se encontram as notas de apoio? Manter essas notas ou esses papéis na mão, em certas situações não é sequer uma opção a considerar. Esta hipótese poderá inclusive constranger o orador. Além disso irá dificultar a interacção, uma vez que os gestos estarão muito limitados e o nervosismo tem tendência para aumentar.


Há quem defenda que quem fala atrás do púlpito não consegue envolver a audiência. Acredito que a escolha de falar ou não atrás do púlpito dependerá do estilo do orador, das funções que tem, da formalidade do acontecimento. Ouvi, muito recentemente, um membro do Governo discursar atrás de um púlpito. Falou cerca de 15 minutos, sem qualquer apoio em papel (ou teleponto), numa linguagem escorreita, acessível, objectiva, conseguindo envolver e motivar a audiência, na abertura de um evento. Nestes casos, o sucesso depende da pessoa, da sua capacidade de estruturação do raciocínio e da sua argumentação. Existem momentos em que, apesar de se querer tocar o público, não faz sentido o orador andar no palco de um lado para outro, sendo o púlpito o espaço ideal para falar.


É importante reforçar que a manutenção de contacto visual com a audiência continua a ser encarado como um ponto fundamental. É gerador de confiança e transmite naturalidade e segurança à informação que está em análise, independentemente do papel ou da função de quem discursa.



Há muitos oradores que ficaram para a história e que liam os seus discursos. Na actualidade, para os políticos, por exemplo, em muitas situações a leitura é dissimulada, com ajuda de telepontos que estão acessíveis em locais estratégicos, ao alcance de quem fala. A quem vê é conferida a ideia de que a pessoa discursa de “improviso”.


Sugestões:


- Escreva o discurso de acordo com o seu estilo de diálogo;


- Use frases curtas e uma linguagem simples;


- Faça pausas e aproveite-as para repor a respiração;


- Crie notas com as ideias chave e os pontos principais daquilo que quer dizer. Estas servem como guião e ajudam a manter uma linha condutora;


- Tente olhar para o público depois de consultar as suas notas;


- Procure adicionar intensidade e veracidade vocal enquanto fala, dando exemplos, contando histórias, partilhando experiências;


- Leia o discurso previamente. Treine-o várias vezes: tudo contribuiu para alcançar sucesso!


Susana de Salazar Casanova

Monday, March 5, 2012

Federação Russa - Notas Protocolares

A Federação Russa é o país com maior extensão territorial no mundo.

Normalmente designada apenas como Russia é, actualmente, uma das potências mundiais que integram os BRIC, cujas principais características do ponto de vista sócio-económico são uma dependência de energia e matérias-primas bem como dificuldades de crescimento demográfico e reduzida esperança de vida. Contudo, o seu potencial enquanto nação é incalculável.

Algumas características culturais e de natureza protocolar:
- Ainda persistem hábitos culturais e políticos provenientes do antigo regime soviético.
- O crescimento da nação é entendido como necessário mas em consonância com valores do passado.
- O potencial tecnológico do país, nomeadamente no que respeita à internet, é enorme, em parte como consequência de décadas de elevados padrões de educação em matemática e ciências. Aliás, a educação é um dos pontos fortes da Rússia (por exemplo face a outras nações integrantes dos BRIC).
- A Rússia é igualmente forte nas comunicações: telefones, tecnologias de informação, internet.
- O poder público não facilita totalmente a instalação de multinacionais estrangeiras no país.
- O consumidor Russo, no entanto, é sofisticado e não facilmente impressionável: no estrangeiro adquire marcas de prestígio e qualidade.
- Os Russos são muitíssimo orgulhosos do seu património cultural: arte, música, ballet, literatura, descobertas científicas. Estes serão sempre temas de conversa bem escolhidos.
- A Praça Vermelha em Moscovo e o Museu Hermitage em São Petersburgo são as "meninas dos olhos" dos Russos.
- Os Russos são, normalmente, desconfiados face aos estrangeiros em geral e temem sofrer invasões territoriais (o país faz fronteira com 14 outros países).
- Na presença de um Russo é de mau tom manter conversas sussurando.
- Ter as mãos nos bolsos é um comportamento desadequado.
- A imagem (vestuário) é extraordinariamente importante para um homem de negócios Russo. Os Russos apreciam roupas de marca, acessórios caros, carros luxuosos... pelo que terão dificuldade em aceitar negociar com alguém que se apresente de forma excessivamente modesta.
- A pontualidade não é exactamente uma virtude detida por este povo.
- Os homens Russos cumprimentam-se com dois beijos no rosto. Contudo em ambiente profissional com pessoas pouco conhecidas prevalence o aperto de mão.
- O contacto visual directo é muito apreciado.
- Os Russos gostam muito de tecnologia.
- O sentido de humor Russo é famoso e far-se-á presente mesmo em reuniões de trabalho.

Cristina Marques Fernandes

Thursday, March 1, 2012

Telegramas


Embora o telegrama ainda seja um meio de comunicação ao alcance de todos nós, este não tem na actualidade a importância de outros tempos. Foi sendo substituído, ao longo das últimas décadas, primeiro pelo fax, depois pelo e-mail e mais recentemente pelos telemóveis e SMS.


Esta ferramenta de comunicação é utilizada pelas empresas e pelos seus profissionais, por exemplo para o envio de mensagens de condolências. Aliás esta é uma das funções do telegrama que não foi substituída por meios acima descritos.


Podem, contudo ainda ser utilizados para outros fins: marcação de consultas ou exames médicos, calendarização de entrevistas, acções de formação, felicitações, mensagens de aniversário, entre outros.


A PT (através do número 1583) disponibiliza um serviço de envio de telegramas para todo o país e para o Estrangeiro de forma fácil e rápida. Basicamente a prestação do serviço compreende o atendimento por um funcionário que anota a mensagem do cliente. O telegrama é, posteriormente, remetido ao destinatário num envelope e com uma folha no interior contendo a mensagem (semelhante a uma carta). Aconselha-se o envio de telegramas “em modelo simples”, que são aptos a qualquer tipo de mensagem de carácter pessoal ou profissional.


Susana de Salazar Casanova

Tuesday, February 28, 2012

Viatura oficial do Presidente dos Estados Unidos da América

A viatura presidencial reservada para utilização do Chefe de Estado, dos Estados Unidos da América é conhecida como “The Beast”, “Cadillac One” ou ainda como “Limo One”.

As viaturas (construídas por marcas americanas) que têm sido utilizadas pelos diversos Presidentes, desde 1930, têm variadíssimas especificações ao nível do equipamento: meios de comunicações avançados, certas características de conveniência especiais, blindagem, e tudo o que envolve grandes medidas de segurança. Estima-se que a actual viatura tenha custado cerca de 300.000 dólares. Grande parte das especificações não é conhecida, por motivos de segurança. Contudo, sabe-se que está equipada com uma armadura de grau militar, com pelo menos 5cm de espessura, que tem pneus especiais que não podem ser perfurados. As portas são tão pesadas quanto as portas da cabine de um avião “Boeing 757”. O depósito, para o combustível, é resistente a derrames e a explosões (tem, ainda, um sistema anti-incêndio). Os vidros são bastante espessos e juntamente com a carroçaria abafa totalmente o barulho exterior. Este só é ouvido se forem utilizados uns altifalantes próprios, disponíveis no interior.

O veículo dispõe de diversos sistemas de protecção através do qual podem ser lançadas granadas; tem de um sistema de protecção anti-mísseis, além de sensores para detectar o lançamento de qualquer tipo de ataque. A limusina está, também, equipada com sistema que permite ao motorista conduzir em situações adversas, por exemplo, em zona de fumo. Na mala encontra-se disponível algum material de salvamento, como sangue do tipo do Presidente em funções. Só os Agentes de Segurança e dos Serviços Secretos sabem como a viatura pode ser aberta.

A viatura consegue transportar sete pessoas entre elas o Presidente. O banco traseiro é naturalmente reservado para o Chefe de Estado e para o passageiro que o acompanha, por exemplo, a mulher.

Os assentos na zona frontal da viatura e os de trás, estão divididos por um vidro. Entre os dois bancos traseiros existe uma mesa. Nos compartimentos de arrumação encontra-se o equipamento de comunicação que é operado pela Agência de Comunicação da Casa Branca.


Nas viagens internas são postas, na zona da frente da viatura, duas bandeiras: a dos Estados Unidos da América e a Presidencial. Em visitas de Estado ao estrangeiro, a bandeira presidencial é substituída pela bandeira do país visitado.

Quando são recebidos nos Estados Unidos da América, Chefes de Estado estrangeiros ou de Governo, utilizam-se nessas recepções oficiais viaturas semelhantes, especificamente criadas para a acolher convidados VIP.

Susana de Salazar Casanova

Thursday, February 23, 2012

Citações sobre Imagem, Estilo e Moda


"Fashion is not something that exists in dresses only. Fashion is in the sky, in the street, fashion has to do with ideas, the way we live, what is happening." Coco Chanel


"Know, first, who you are, and then adorn yourself accordingly." Epictetus


"I like my clothes tight enough to show I’m a woman, but loose enough to show I’m a lady." Mae West


"There is no model, there is only colour." Paul Cezanne


"It's important to look neat and tidy and not be too flashily dressed. If you look untidy, you're considered to have an untidy mind - it's as simple as that!" Lynda Chalker


"Good clothes open all doors." Thomas Fuller


"Not caring how you look is but a brief step away from not caring what you do or how you treat people. And surely, if you treat yourself with contempt, you're going to have little thought, care or compassion for anyone else." Lynda Lee Potter


"Fashion is a form of ugliness so intolerable that we have to alter it every six months." Oscar Wilde


"Apparel oft proclaims the man." William Shakespeare


"We don't live in a world of reality, we live in a world of perceptions. No woman can be well dressed unless she is comfortable in what she is wearing." Bill Blass


"Dress gives one the outward sign from which people in general can, and often do, judge upon the inward state of mind and feelings." H.M. The Queen


"It's always better to be looked over than over-looked." Mae West


"The difference between style and fashion is quality." Giorgio Armani


"I'm not that interested in fashion... When someone says that lime-green is the new black for this season, you just want to tell them to get a life." Bruce Oldfield


"Fashion is what you adopt when you don't know who you are." Quentin Crisp


"I dress for the image. Not for myself, not for the public, not for fashion, not for men." Marlene Dietrich


"For me, clothes are kind of character; I don't follow fashion or understand trends." Meryl Streep


"Fashion exists for women with no taste, etiquette for people with no breeding." Queen Marie of Romania


"It pains me physically to see a woman victimized, rendered pathetic, by fashion." Yves Saint Laurent


"Fashion is all about happiness. It's fun. It's important. But it's not medicine." Donatella Versace


Fonte: http://www.improvability.co.uk


Susana de Salazar Casanova

Tuesday, February 21, 2012

Aproveitar a participação em eventos

Frequentemente é solicitada a nossa participação em eventos das mais variadas áreas, quer seja mediante o pagamento de uma inscrição, quer seja na qualidade de convidado.


Apresentam-se algumas sugestões para optimizar a sua participação nestes acontecimentos:


a) Avalie a escolha: analise os convites que recebe e seleccione aqueles que lhe parecem mais interessantes: tema, área de interesse, oradores, público-alvo…


b) Anfitrião: quem convida e quem organiza um evento deve igualmente ser tido em atenção. E há convites que não podem ser declinados. Depois existe o interesse de participação em função do tipo de participantes: convidados a que o anfitrião tem acesso, clientes, parceiros, patrocinadores, ou entidades que apoiam o evento devem, igualmente, ser consideradas. Este é um excelente momento para a alargar a “network” e os seus negócios.


c) Tempo: é necessário avaliar se o tempo que vai gastar ao participar no evento lhe traz mais-valias.


d) Custo: caso pretenda patrocinar ou apoiar um evento deve efectuar um estudo prévio para aferir se os benefícios do investimento são compensatórios.


e) Programa: em certos eventos é fundamental uma observação cuidada do programa. Há parte que pode não fazer sentido para uns convidados e outras que são muito interessantes.


f) Oradores: informe-se sobre o currículo dos intervenientes, em caso de haver apresentações. Por vezes é possível efectuar a inscrição em apenas um ou dois módulos que sejam do seu interesse.


g) Pausas: como se sabe as pausas em eventos são momentos excelentes para promoção da empresa que representamos ou para divulgação da nossa actividade profissional. Assim, circule, visite stands, cumprimente quem conhece, procure alargar a sua “network” e não se esqueça de dos seus cartões de visita. Caso o interlocutor não lhe entregue um cartão de visita, opte por ficar com os contactos e tente estabelecer um relacionamento profissional. Por vezes as pessoas esquecem-se de trocar cartões, combinam encontrar-se e não memorizaram o número de contacto ou nome…


h) Dialogue: aproveite para conversar e deixar uma boa impressão junto daqueles a que foi apresentado. Domine arte do “small talk” e dos relacionamentos positivos. Este é um aspecto preponderante - é o que o outro vai reter na sua memória associado a si e à sua actividade profissional. Interaja, fale da sua profissão/empresa mas ouça o potencial parceiro/cliente com interesse e atenção.


i) Resumo: não creio que todos os eventos em que participamos precisem de um resumo. Porém, há acontecimentos que nos marcam tão profundamente que vale a pena tirar uns minutos da agenda de trabalho e fazer umas notas, quem sabe úteis, uns tempos mais tarde (empresas, produtos, pessoas…).


j) Próximos eventos: inscreva-se nos sites das empresas que organizam eventos na sua área de actividade, através da subscrição das “newsletters”. Adicionalmente, tente manter activos os contactos com os líderes e responsáveis. Estas são duas formas de se manter actualizado sobre o que acontece.


Susana de Salazar Casanova


Thursday, February 16, 2012

Acção de Formação: Protocolo para Gestão de Eventos

Realizar-se-á nos dias 25 e 26 de Fevereiro, em Lisboa, a acção de formação acima indicada, ministrada por Susana de Salazar Casanova:


Saiba mais aqui: http://www.restart.pt/#/workshops?protocolos


Susana de Salazar Casanova

A mesa de trabalho, na empresa


O que pode a mesa de trabalho, na empresa conter? A pergunta é aparentemente simples mas a resposta varia de pessoa para pessoa e de empresa para empresa.


Considerando que, hoje em dia, se trabalha cada vez mais em “open space”, a imagem que cada um dá ao seu local de trabalho passou a ter uma importância muito maior. Este é observado por todos os que circulam na organização, não apenas por pessoas da “casa” mas, também, por clientes, parceiros, fornecedores…


O que tipicamente designamos de posto de trabalho corresponde ao espaço elementar que cada um necessita, para que o seu o processo produtivo se possa desenvolver e dar sequência às actividades da agenda de trabalho. Este espaço é composto pelo profissional e pelos instrumentos e meios auxiliares indispensáveis à realização das respectivas tarefas.


Assim, deixam-se algumas sugestões sobre o que NÃO deve integrar a sua secretária:


- Fotografias do cão, do gato ou das férias de sonho que teve, no Verão anterior. A fotografia da cara-metade, deve integrar outras mesas mas não a de trabalho, na empresa;


- Documentos respeitantes à actividade que desenvolve: cartas, e-mails, propostas, memorandos, estudos… ainda que possam não ser confidenciais, são documentação da empresa. Promova a utilização de cestos de correio e guarde a informação em arquivos ou a do dia-a-dia corrente, numa gaveta ou num armário;


- Restos de alimentos, pacotes de bolachas, copos de café utilizados, garrafas de água vazias…


- Objectos espalhados: cabos, fios, clips, agrafes, elásticos… Existe, para os arrumar, uma série de objectos e suportes próprios;


- Usar o candeeiro para nele pôr “badges”, por exemplo;


- Livros em monte, ao invés de arrumados e ajustados com um suporte específico;


- “Post-its” diversos, colados e com notas, espalhados à volta do ecrã ou do portátil;


- Correspondência recebida e que merece tratamento atempado, amontoada na secretária;


- Roupa esquecida (lenços, cachecóis, casacos de malha…).


Uma mesa arrumada não significa que o colaborador não tenha trabalho. Representa isso sim, um cuidado em transmitir rigor e profissionalismo.


Susana de Salazar Casanova

Tuesday, February 14, 2012

Presidente do Parlamento Europeu

Link
O Presidente do Parlamento Europeu é, desde 17 de Janeiro de 2012, Martin Schulz. É o 14º Presidente desde 1979 tendo sido eleito, para um mandato de dois anos e meio, com 387 votos. O Presidente é apoiado por 14 Vice-Presidentes.


Informação sobre o Presidente do Parlamento Europeu:



Informação sobre o Parlamento Europeu (embora refira, ainda, o Presidente anterior):



Funções do Presidente do Parlamento Europeu:


- Preside às sessões plenárias do Parlamento, à Conferência dos Presidentes dos Grupos Políticos e à Mesa do Parlamento. Dirige os trabalhos do Parlamento Europeu e dos respectivos órgãos, bem como os debates realizados em sessão plenária. Ocorrem doze períodos de sessões plenárias em Estrasburgo e seis adicionais em Bruxelas;


- Inicia e conduz as Sessões Plenárias do Parlamento Europeu, em Bruxelas e em Estrasburgo (artigo 20.º do Regimento do PE);


- Administra diligentemente o respeito do Regimento do Parlamento Europeu;


- É o representante do Parlamento para os assuntos jurídicos, em todas as relações externas;


- Analisa e manifesta-se sobre os grandes dossiers internacionais;


- Intervém no início de cada Conselho Europeu (com os Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-Membros da UE e o Presidente da Comissão Europeia) indicando a posição do Parlamento sobre os assuntos inscritos na ordem de trabalho;


- Representa o Parlamento nas relações internacionais, realiza visitas oficiais dentro e fora da União Europeia;


- Assina o orçamento da União Europeia, após o mesmo ter sido aprovado pelo Parlamento, conferindo-lhe força executiva;


- Juntamente com o Presidente do Conselho assina os actos legislativos adoptados em co-decisão.


Susana de Salazar Casanova


Monday, February 13, 2012

Crónica Revista Sábado (CMF XVIII) - Cultura Chinesa

Face à presença, tendencialmente crescente, de empresas Chinesas na nossa economia, parece-me pertinente abordar características desta riquíssima mas complexa Cultura no que concerne algumas características do processo de negociação:

- A network é fundamental: os Chineses negoceiam com quem conhecem e com quem mantêm relações de confiança.

- O conceito de “guanxi” é transversal. Os Chineses têm uma visão do mundo na qual integram as pessoas que os rodeiam como que em círculos mais ou menos próximos. De acordo com este conceito, a primeira esfera, naturalmente a que está mais próxima, é a da família. O circulo seguinte é o “guanxi“, ou seja, a rede de contactos pessoais, o conjunto de pessoas com as quais interagem, uma espécie de lista de "credores e devedores" de um conjunto de serviços ou favores, pessoas essas nas quais se confia. Criar o próprio “guanxi” deve ser uma prioridade quando se pretende estabelecer uma rede de contactos, contactos estes que, se estabelecidos numa base sólida, são perenes. Assim, as relações sociais para um Chinês são constituídas pelo seu clã (a família em sentido lato), o “guanxi“, os outros conterrâneos e, só depois, os estrangeiros.

- Compreender o mercado é necessário mas é ainda mais importante manter relações com o poder oficial, trabalhando em parceria com o Estado.

- Na China, o poder ganhará em qualquer discussão.

- Verifica-se uma grande deferência face aos superiores e à hierarquia em geral - as pessoas prestam grande atenção às atitudes, às palavras proferidas e aos sorrisos na presença dos superiores. Na China os executivos juniores manter-se-ão provavelmente em silêncio na presença dos séniores.

- Os mais velhos são olhados e tratados com consideração, dado que representam sabedoria.

- A posição do “Chairman” será o garante da visão estratégica e do planeamento.

- Poderá ocorrer alguma falta de planeamento e de organização interna.

- O processo de produção na China baseia-se no “low-cost”, sendo que o desafio é fazê-lo com qualidade.

- De uma forma geral, os Chineses são produtores e não criativos nem inovadores.

- É necessária a adaptação às condições locais mas sem perder de vista padrões globais.

Notas sobre o conceito de hierarquia na China:

- A sociedade revela traços de autocracia.

- O tipo de gestão é “top-down“.

- A estrutura hierárquica dita um comportamento de autoritarismo dos mais séniores.

- Dos subordinados espera-se a natural submissão e uma relativa passividade.

- No entanto, este autoritarismo pode revelar traços de paternalismo.

- O processo de tomada de decisão é individual e não colectivo.

- Os subordinados partem do princípio de que o líder considerou todos os aspectos, pelo que aceitam esta forma de relacionamento profissional.

- Os valores predominantes são o respeito, a autoridade, o conformismo e a submissão hierárquica. Jamais se deve fazer um Chinês perder a face!

Cristina Marques Fernandes

Friday, February 10, 2012

"Top Ten" das Reuniões de Trabalho

As reuniões, como sabido por todos aqueles que desenvolvem uma actividade profissional, são uma forma de comunicação profissional, seguramente das mais dispendiosas e nem sempre conducentes à obtenção de resultados eficazes.

Algumas reflexões:

- Uma reunião deve ser convocada para analisar informação, proporcionar a tomada de decisão e promover a união/motivação entre as equipas.
- Vale a pena considerar o custo da realização de uma reunião. Não raramente, aquele assunto poderia ser tratado por outros meios de comunicação menos onerosos.
- Os motivos de fracasso de uma reunião podem ser inúmeros como, por exemplo, o facto da mesma ter sido desnecessária, não terem sido comunicados os objectivos, não participarem os intervenientes adequados, as condições logísticas serem deficientes, os presentes não terem capacidade de decisão.
- As probabilidades de fracasso de uma reunião são imensas quando a mesma não é organizada em todos os aspectos que lhe são inerentes.
- Estruturar e divulgar antecipadamente a agenda de uma reunião é fundamental.
- Facilitará o sucesso da reunião se a mesma for liderada positivamente.
- Alguém de entre os presentes deve ficar responsável pela elaboração da acta e sua posterior distribuição.
- A pontualidade é muito importante. Deve ser estabelecida a hora de início e a hora de término daquela sessão de trabalho.
- A cortesia na convivência é de grande utilidade, por exemplo minimizando interrupções e distrações.
- Analisar e discutir não significa ser agressivo e insultar.

Existem neste blog diversos posts sobre este tema e conexos, que podem ser consultados na "tag" reuniões.

Cristina Marques Fernandes

Wednesday, February 8, 2012

Rainha Isabel II: “The Diamond Jubilee” (II)

Assinalaram-se, esta semana, sessenta anos sobre o aniversário da Ascensão de Sua Majestade, a Rainha Isabel II ao Trono. A BBC disponibilizou o primeiro episódio de vários documentários, sob o título "The Diamond Queen", cuja visualização recomendo vivamente.


"The Diamond Queen - Episode One":





Susana de Salazar Casanova

Tuesday, February 7, 2012

100º Aniversário de Sua Alteza, Dona Maria Adelaide de Bragança, Infanta de Portugal

Assinalou-se no passado dia 31 de Janeiro o centésimo aniversário de S.A., Dona Maria Adelaide de Bragança, Infanta de Portugal. Sua Alteza é a única neta viva do Rei D. Miguel I de Portugal e é um exemplo notável de vida. A este propósito note-se a publicação da obra biográfica sob o título “A Infanta Rebelde”.
Sua Santidade, o Papa Bento XVI, manifestou, através do Núncio Apostólico em Portugal, Monsenhor Rino Passigato, o reconhecimento pelas suas “altruístas virtudes, fé inabalável, amor e dedicação ao Evangelho”, tendo-lhe ainda concedido uma Bênção Apostólica. O diploma foi-lhe entregue pelo Núncio Apostólico e pode ser visualizado aqui.
“O mesmo pedaço de papel que a levou aos calabouços da Gestapo salvou-a da deportação para a Sibéria. Em 1945, Dona Maria Adelaide, neta do rei Dom Miguel I, foi presa pela segunda vez pela polícia política do III Reich em Viena, na Áustria ocupada pelos nazis. Tinha 33 anos. Acusaram-na, e com razão, de pertencer a uma célula da resistência.


De facto, Dona Maria Adelaide pertencia ao 05, um grupo que fazia sabotagens e acções subversivas contra a ocupação alemã. A Infanta de Portugal foi detida devido ao descuido de um militante comunista – que se deixou prender na posse de um papel com o seu número de telefone.


Desta vez, Salazar não a podia salvar. No ano anterior, Dona Adelaide e a irmã Benedita tinham sido presas pela Gestapo – que as prendeu por estas escutarem as emissões de rádio da BBC, proibidas na Áustria.


O presidente do Conselho conseguiu que as duas fossem libertadas, mas o cárcere de um mês deu ainda mais razões a Dona Maria Adelaide para lutar. "Nesse momento ainda não trabalhava na resistência. Quando saí da prisão, porém, decidi ser um membro activo. O que ali vi retirou-me qualquer dúvida que resistisse", contou Dona Maria Adelaide na biografia ‘A Infanta Rebelde", de Raquel Ochoa.


A Infanta de Portugal passou a acolher resistentes judeus e ingleses na quinta da família, em Seebenstein, a 70 quilómetros de Viena, e ingressou no grupo de resistência 05. Meses depois, a filha mais nova de Dom Miguel II, filho do Rei expulso de Portugal após a guerra civil no século XIX, estava detida pelos nazis num antigo hotel de Viena e fez chegar ao exterior informações de que estavam guardadas no edifício listas de alvos a abater pela Gestapo.


Católica convicta, rezou por uma bomba que destruísse o edifício, mesmo sabendo que podia morrer. As bombas britânicas não tardaram. Dona Adelaide sobreviveu às explosões, mas a sua ficha desapareceu nas ruínas do hotel onde estava presa.


Ao fim de um mês de cativeiro – em que passou fome e sede, e foi interrogada horas a fio – Viena caiu nas mãos dos comunistas russos. Quando tomaram o local onde Dona Adelaide estava detida, os prisioneiros não tinham quaisquer documentos e os russos não sabiam quem eram os ‘bons’ e os ‘maus’. Por um feliz acaso, a ficha de Dona Maria Adelaide apareceu no chão. Estava lá escrito que fora presa por apoiar um comunista. E assim se livrou da deportação para a Sibéria, destino trágico de vários dos seus companheiros.


NASCIDA NO EXÍLIO | Dona Maria Adelaide é a oitava filha do segundo casamento de Dom Miguel II. Este teve mais três filhos de uma primeira união, tendo ficado viúvo muito cedo. Nascida na Áustria, onde o avô e depois o pai estavam exilados, Dona Maria Adelaide era cúmplice de brincadeiras e tropelias do irmão Duarte Nuno, cinco anos mais novo, que se tornou Herdeiro da Coroa Portuguesa após a morte do pai, em 1927. Nessa altura, é já ponto assente que a sucessão do trono português passaria para os descendentes do Rei Dom Miguel I.


Em 1912, Dom Manuel II, o último Rei de Portugal, e Dom Miguel II, Pai de Dom Duarte Nuno e Dona Adelaide, acordaram em Dover, Inglaterra, que caso Dom Manuel II não tivesse filhos, a sucessão passaria para os descendentes do Rei Dom Miguel I. Foi o que aconteceu, mas Dom Duarte Nuno só foi autorizado pelo regime de Salazar a viver em Portugal em 1951. Dona Adelaide é tia direita de Dom Duarte Pio, filho de Dom Duarte Nuno, o actual Herdeiro ao Trono Português, abolido na revolução de 1910.


AO SERVIÇO DOS OUTROS | Formada como assistente social, Dona Maria Adelaide trabalhou como enfermeira em Viena após o fim da II Guerra Mundial. Conheceu o estudante de medicina holandês Nicolaas van Uden, com quem casou em 1945 e de quem teve seis filhos. Três anos depois chegaram a Portugal, já após o nascimento dos primeiros dois filhos. Maria falava português, mas só conhecia o país das lições da sua preceptora de infância. Ficou chocada com a realidade social que encontrou.


No livro ‘A Infanta Rebelde’ conta porquê: "Chocou-me profundamente essa miséria e as injustiças sociais. Era convidada para as festas, mas não ia, no primeiro ano sim, mas achava as pessoas desinteressantes. Eu passei a ter outros interesses quando descobri como o povo vivia. E não se pode imaginar como o povo passava mal".
Combatente da ditadura de Hitler, Dona Maria Adelaide van Uden reprovava o regime do Estado Novo, mas sabia que devia a sua vida a António de Oliveira Salazar: "Eram tempos estranhos, lembro-me de uma mulherzinha apanhar um papel do chão de uma propaganda comunista e ser logo presa. Quando me apercebi dessas injustiças insurgi-me contra o regime. Apesar de eu admirar Salazar, juntei-me a outras pessoas para lutar contra ele. O problema é que à minha família impunha-se o inesquecível agradecimento ao presidente do Conselho, pois quando a Alemanha invadiu a Áustria ele concedeu-nos passaportes diplomáticos", contou na biografia.


MULHER DE CAUSAS | Dona Maria Adelaide instalou-se com a família num palácio na Trafaria e presidiu durante décadas à Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, no apoio aos mais desprotegidos. A família vivia com dificuldades económicas, mas Dona Adelaide, que sobreviveu a duas guerras mundiais, sabia que havia gente a passar muito pior. O marido teve de repetir em Portugal o curso de Medicina – não lhe foram reconhecidas equivalências para exercer – e dedicou-se à investigação científica. Fundou o Instituto Gulbenkian de Ciência. Morreu em 1991.
Esta semana, os 100 anos de Dona Maria Adelaide juntaram família, amigos e partidários da Causa Monárquica num jantar em Lisboa. O Presidente da República quis associar-se à celebração atribuindo-lhe a Ordem de Mérito Civil. Uma vida única, que a própria descreveu numa frase: "Sei que a minha vida foi diferente do que poderia ter sido porque estive disposta a morrer por uma causa. Sei o que isso quer dizer. Sei que não há mal que resista a um grupo de pessoas com ideias".”
Fonte: Correio da Manhã de 05 de Fevereiro de 2012 in http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com

Para celebrar o 100º Aniversário de S.A., Dona Maria Adelaide de Bragança, a Comissão Organizadora, presidida pelo Senhor Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz, preparou um programa, que incluiu uma Missa de Acção de Graças na Igreja do Bom Sucesso (Lisboa).
De seguida, realizou-se um jantar de homenagem, para cerca de trezentos convidados, no Centro Cultural de Belém. O Chefe de Estado português conferiu à Senhora Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden o Grande Oficialato da Ordem de Mérito, entregue no final do jantar, na presença do Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dr. José Manuel Nunes Liberato.


Susana de Salazar Casanova e Cristina Marques Fernandes

Monday, February 6, 2012

Crónica Revista Sábado (CMF XVII) - O primeiro dia do primeiro emprego

Conjuntura adversa combatida, desafios ultrapassados, dificuldades vencidas… e o primeiro dia do primeiro emprego finalmente chegou. Parabéns! Não é, contudo, o momento de relaxar, apesar do nervosismo das entrevistas e da ansiedade do processo de selecção já terem passado. Agora é que tudo está realmente a começar…

Um pouco por todo o mundo, estudos vão apontando que cada vez mais factores como a inteligência emocional, a inteligência social, o saber ser e o saber estar ganham força (e muita!) face às habilitações académicas e às capacidades técnicas. Dá que pensar.

Por outro lado, os jovens vivem num registo completamente informal (família, amigos, escola…) pelo que poderá ser difícil se adaptarem, literalmente “de um dia para o outro”, a ambientes empresariais que, apesar das crescentes tendências de informalidade, ainda se regem por padrões de comportamento em alguns casos radicalmente diferentes dos então vivenciados pelos recém-ingressados no mercado de trabalho.

Deixo, então, alguns aspectos que julgo devem ser considerados:

- Vale a pena fazer o “trabalho de casa”, isto é, informar-se o mais possível sobre a organização na qual está a ingressar (história, áreas de negócio, mercados de actuação, “quem é quem” dentro da organização…). Actualmente, recorrendo à Web, esta tarefa está muito facilitada.

- Em caso de dúvida, adopte um comportamento neutro, isto é, se não conhece o tipo de ambiente no qual vai ingressar, não tome atitudes radicais.

- Resista à tentação de iniciar o tratamento por “tu”, por iniciativa própria. Devem ser os de maior estatuto profissional e/ou os mais velhos a darem essa indicação, se for o caso.

- Que tudo comunica, é um “cliché” conhecido por todos mas frequentemente ignorado. Quando chegar, antes de falar já comunicou, e muito! Então, vale a pena prestar especial atenção à imagem pessoal (higiene irrepreensível, apresentação cuidada, vestuário adequado ao ambiente profissional em que está a ingressar). Não é, decididamente, o dia indicado para afirmação de estilo ou para estrear novas tendências.

- Ouvir, mais do que falar, assimilar tudo em redor, demonstrar curiosidade mas mantendo sempre a discrição, são comportamentos que revelam ponderação e bom senso.

- Adoptar uma atitude de humildade, disponibilidade e vontade de aprender, porque o facto de ter estudado numa prestigiada universidade obtendo uma óptima média final de curso, por si só, não chega para revelar o valor profissional e pessoal nestas circunstâncias de primeiro dia no primeiro emprego.

- Falar e escrever correctamente, não recorrendo a calão, tendo especial atenção a erros gramaticais e ortográficos.

- Resistir à tentação de não largar o telemóvel ou outros aparelhos electrónicos.

- Usar da máxima prudência quanto a tudo o que diz ou escreve sobre a organização e as pessoas que a integram (com particular atenção àquilo que revela nas redes sociais).

- Agir com naturalidade (toda a artificialidade cairá por terra, mais cedo ou mais tarde) mas controlando reacções emocionais que podem ser despropositadas em determinados contextos.

E, sempre, respeitar tudo e todos e sorrir!

Boa sorte e bom trabalho!

Cristina Marques Fernandes

Sunday, February 5, 2012

Pós Graduações | ISLA Campus Lisboa

ISLA Campus Lisboa | Laureate International UniversitiesLink


O ISLA CAmpus Lisboa vai abrir no próximo mês de Março, a 21.ª edição do curso de Pós-Graduação em Imagem, Protocolo e Organização de Eventos e a 4.ª edição do curso de Pós-Graduação em Consultoria de Imagem.


Informações diversas sobre ambas as PG podem ser obtidas aqui.


A brochura com horários, plano de estudos e corpo docente da PG em IPOE, está acessível aqui.


A brochura com horários, plano de estudos e corpo docente da PG em CI, está acessível aqui.


Peça informações. Contacte o ISLA Campus Lisboa: 808 203 544.


Susana de Salazar Casanova

Documentários (X) | Queen Margrethe

Parte I



Parte II



Parte III



Friday, February 3, 2012

Sustentabilidade em Eventos - Directivas GRI

A "Global Reporting Initiative" (GRI) acaba de emitir as directivas que permitem ao sector de organização de eventos obter informação qualitativa e quantitativa quanto ao seu desempenho em termos de sustentabilidade e responsabilidade social.

Estas directrizes estão directamente relacionadas com os seguintes aspectos:

- Escolha do local do evento;
- Recrutamento de mão-de-obra (colaboradores e voluntários);
- Origem dos materiais;
- Impacto sobre as comunidades, sobre o ambiente e sobre aspectos locais e globais da economia;
- Planeamento e gestão de tudo o que perdura após a realização do evento;
- Acessibilidades.

De acordo com estas directrizes GRI, o conceito de sustentabilidade no sector de organização e gestão de eventos tem adquirido uma importância crescente e a existência de uma moldura legal internacionalmente reconhecida (como, por exemplo, a ISO 20121) garantem ao sector informação quanto ao reporte, gestão e desempenho em sustentabilidade.

Acresce que as expectativas dos "stakeholders" caminham no sentido da exigência de transparência a todos os "players" no mercado.

O documento completo está disponível aqui. Sobre outros textos neste blog dedicados ao tema da sustentabilidade, consulte-se a respectiva "tag".

Cristina Marques Fernandes

Thursday, February 2, 2012

A Primeira-Dama, Carla Bruni

A nomenclatura Primeira-Dama é a designação que se utiliza em muitos países para designar a mulher de um Chefe de Estado, por exemplo.


O documentário seguinte é bastante interessante porque nos permite ter uma visão alargada das actividades e responsabilidades/papel do cônjuge do Chefe de Estado.


Parte 1 | “Carla's Way - My Country France - BBC Culture & Profile Documentary”




Parte 2 | “Carla's Way - My Country France - BBC Culture & Profile Documentary”




Parte 3 | “Carla's Way - My Country France - BBC Culture & Profile Documentary”




Susana de Salazar Casanova

Tuesday, January 31, 2012

Presidência do Conselho da União Europeia | Dinamarca



De Janeiro a Junho próximo a Presidência do Conselho da União Europeia é assumida, pela sétima vez, pelo Reino da Dinamarca. A Dinamarca dará seguimento à presidência tripartida entre Polónia, Dinamarca e Chipre, no último semestre de 2012.


A Presidência do Conselho da União Europeia é liderada por um grupo de Estados-Membros, para um período de 18 meses. Este sistema de presidência tripartida entrou em vigor em 2007 (Portugal presidiu no segundo semestre) - Regulamento Interno do Conselho, datado de 15 de Setembro de 2006 (Decisão 2006/683/CE, Euratom).


A Presidência do Conselho é um dever de cada Estado-Membro, com o propósito de contribuir para o bom funcionamento das instituições comunitárias.


Como responsabilidades a Presidência do Conselho deve organizar e ser anfitriã de reuniões diversas do Conselho. Além das diversas obrigatoriedades, tarefas prévias e encontros em que participa deve actuar em estreita colaboração com os titulares dos dois altos cargos europeus, de acordo com o Tratado de Lisboa. Estes são:


- Presidente permanente do Conselho Europeu - Herman Van Rompuy.


- Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança - Catherine Ashton.


Representar o Conselho da UE na relação com outras instituições da União Europeia, tais como a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu.




“The programme for the Danish presidency was officially presented 6th of January at a press conference in Copenhagen. In the programme it will be possible to read more about the most important issues on the agenda during the next six months, including the four fundamental priorities for the Danish Presidency:
A responsible Europe
A dynamic Europe
A green Europe
A safe Europe” Fonte: http://eu2012.dk
Susana de Salazar Casanova