Tuesday, February 21, 2012

Aproveitar a participação em eventos

Frequentemente é solicitada a nossa participação em eventos, das mais variadas áreas, quer seja mediante o pagamento de uma inscrição, quer seja na qualidade de convidado.


Apresentam-se algumas sugestões para optimizar a sua participação nestes acontecimentos:


a) Avalie a escolha: analise os convites que recebe e seleccione aqueles que lhe parecem mais interessantes: tema, área de interesse, oradores, público-alvo…


b) Anfitrião: quem convida e quem organiza um evento deve igualmente ser tido em atenção. E há convites que não podem ser declinados. Depois existe o interesse de participação em função do tipo de participantes: convidados a que o anfitrião tem acesso, clientes, parceiros, patrocinadores, ou entidades que apoiam o evento devem, igualmente, ser consideradas. Este é um excelente momento para a alargar a “network” e os seus negócios.


c) Tempo: é necessário avaliar se o tempo que vai gastar ao participar no evento lhe traz mais-valias.


d) Custo: caso pretenda patrocinar ou apoiar um evento deve efectuar um estudo prévio para aferir se os benefícios do investimento são compensatórios.


e) Programa: em certos eventos é fundamental uma observação cuidada do programa. Há parte que pode não fazer sentido para uns convidados e outras que são muito interessantes.


f) Oradores: informe-se sobre o currículo dos intervenientes, em caso de haver apresentações. Por vezes é possível efectuar a inscrição em apenas um ou dois módulos que sejam do seu interesse.


g) Pausas: como se sabe as pausas em eventos são momentos excelentes para promoção da empresa que representamos ou para divulgação da nossa actividade profissional. Assim, circule, visite stands, cumprimente quem conhece, procure alargar a sua “network” e não se esqueça de dos seus cartões de visita. Caso o interlocutor não lhe entregue um cartão de visita, opte por ficar com os contactos e tente estabelecer um relacionamento profissional. Por vezes as pessoas esquecem-se de trocar cartões, combinam encontrar-se e não memorizaram o número de contacto ou nome…


h) Dialogue: aproveite para conversar e deixar uma boa impressão junto daqueles a que foi apresentado. Domine arte do “small talk” e dos relacionamentos positivos. Este é um aspecto preponderante - é o que o outro vai reter na sua memória associado a si e à sua actividade profissional. Interaja, fale da sua profissão/empresa mas ouça o potencial parceiro/cliente com interesse e atenção.


i) Resumo: não creio que todos os eventos em que participamos precisem de um resumo. Porém, há acontecimentos que nos marcam tão profundamente que vale a pena tirar uns minutos da agenda de trabalho e fazer umas notas, quem sabe úteis, uns tempos mais tarde (empresas, produtos, pessoas…).


j) Próximos eventos: inscreva-se nos sites das empresas que organizam eventos na sua área de actividade, através da subscrição das “newsletters”. Adicionalmente, tente manter activos os contactos com os líderes e responsáveis. Estas são duas formas de se manter actualizado sobre o que acontece.


Susana de Salazar Casanova


Thursday, February 16, 2012

Acção de Formação: Protocolo para Gestão de Eventos

Realizar-se-á nos dias 25 e 26 de Fevereiro, em Lisboa, a acção de formação acima indicada, ministrada por Susana de Salazar Casanova:


Saiba mais aqui: http://www.restart.pt/#/workshops?protocolos


Susana de Salazar Casanova

A mesa de trabalho, na empresa


O que pode a mesa de trabalho, na empresa conter? A pergunta é aparentemente simples mas a resposta varia de pessoa para pessoa e de empresa para empresa.


Considerando que, hoje em dia, se trabalha cada vez mais em “open space”, a imagem que cada um dá ao seu local de trabalho passou a ter uma importância muito maior. Este é observado por todos os que circulam na organização, não apenas por pessoas da “casa” mas, também, por clientes, parceiros, fornecedores…


O que tipicamente designamos de posto de trabalho corresponde ao espaço elementar que cada um necessita, para que o seu o processo produtivo se possa desenvolver e dar sequência às actividades da agenda de trabalho. Este espaço é composto pelo profissional e pelos instrumentos e meios auxiliares indispensáveis à realização das respectivas tarefas.


Assim, deixam-se algumas sugestões sobre o que NÃO deve integrar a sua secretária:


- Fotografias do cão, do gato ou das férias de sonho que teve, no Verão anterior. A fotografia da cara-metade, deve integrar outras mesas mas não a de trabalho, na empresa;


- Documentos respeitantes à actividade que desenvolve: cartas, e-mails, propostas, memorandos, estudos… ainda que possam não ser confidenciais, são documentação da empresa. Promova a utilização de cestos de correio e guarde a informação em arquivos ou a do dia-a-dia corrente, numa gaveta ou num armário;


- Restos de alimentos, pacotes de bolachas, copos de café utilizados, garrafas de água vazias…


- Objectos espalhados: cabos, fios, clips, agrafes, elásticos… Existe, para os arrumar, uma série de objectos e suportes próprios;


- Usar o candeeiro para nele pôr “badges”, por exemplo;


- Livros em monte, ao invés de arrumados e ajustados com um suporte específico;


- “Post-its” diversos, colados e com notas, espalhados à volta do ecrã ou do portátil;


- Correspondência recebida e que merece tratamento atempado, amontoada na secretária;


- Roupa esquecida (lenços, cachecóis, casacos de malha…).


Uma mesa arrumada não significa que o colaborador não tenha trabalho. Representa isso sim, um cuidado em transmitir rigor e profissionalismo.


Susana de Salazar Casanova

Tuesday, February 14, 2012

Presidente do Parlamento Europeu

Link
O Presidente do Parlamento Europeu é, desde 17 de Janeiro de 2012, Martin Schulz. É o 14º Presidente desde 1979 tendo sido eleito, para um mandato de dois anos e meio, com 387 votos. O Presidente é apoiado por 14 Vice-Presidentes.


Informação sobre o Presidente do Parlamento Europeu:



Informação sobre o Parlamento Europeu (embora refira, ainda, o Presidente anterior):



Funções do Presidente do Parlamento Europeu:


- Preside às sessões plenárias do Parlamento, à Conferência dos Presidentes dos Grupos Políticos e à Mesa do Parlamento. Dirige os trabalhos do Parlamento Europeu e dos respectivos órgãos, bem como os debates realizados em sessão plenária. Ocorrem doze períodos de sessões plenárias em Estrasburgo e seis adicionais em Bruxelas;


- Inicia e conduz as Sessões Plenárias do Parlamento Europeu, em Bruxelas e em Estrasburgo (artigo 20.º do Regimento do PE);


- Administra diligentemente o respeito do Regimento do Parlamento Europeu;


- É o representante do Parlamento para os assuntos jurídicos, em todas as relações externas;


- Analisa e manifesta-se sobre os grandes dossiers internacionais;


- Intervém no início de cada Conselho Europeu (com os Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-Membros da UE e o Presidente da Comissão Europeia) indicando a posição do Parlamento sobre os assuntos inscritos na ordem de trabalho;


- Representa o Parlamento nas relações internacionais, realiza visitas oficiais dentro e fora da União Europeia;


- Assina o orçamento da União Europeia, após o mesmo ter sido aprovado pelo Parlamento, conferindo-lhe força executiva;


- Juntamente com o Presidente do Conselho assina os actos legislativos adoptados em co-decisão.


Susana de Salazar Casanova


Monday, February 13, 2012

Crónica Revista Sábado (CMF XVIII) - Cultura Chinesa

Face à presença, tendencialmente crescente, de empresas Chinesas na nossa economia, parece-me pertinente abordar características desta riquíssima mas complexa Cultura no que concerne algumas características do processo de negociação:

- A network é fundamental: os Chineses negoceiam com quem conhecem e com quem mantêm relações de confiança.

- O conceito de “guanxi” é transversal. Os Chineses têm uma visão do mundo na qual integram as pessoas que os rodeiam como que em círculos mais ou menos próximos. De acordo com este conceito, a primeira esfera, naturalmente a que está mais próxima, é a da família. O circulo seguinte é o “guanxi“, ou seja, a rede de contactos pessoais, o conjunto de pessoas com as quais interagem, uma espécie de lista de "credores e devedores" de um conjunto de serviços ou favores, pessoas essas nas quais se confia. Criar o próprio “guanxi” deve ser uma prioridade quando se pretende estabelecer uma rede de contactos, contactos estes que, se estabelecidos numa base sólida, são perenes. Assim, as relações sociais para um Chinês são constituídas pelo seu clã (a família em sentido lato), o “guanxi“, os outros conterrâneos e, só depois, os estrangeiros.

- Compreender o mercado é necessário mas é ainda mais importante manter relações com o poder oficial, trabalhando em parceria com o Estado.

- Na China, o poder ganhará em qualquer discussão.

- Verifica-se uma grande deferência face aos superiores e à hierarquia em geral - as pessoas prestam grande atenção às atitudes, às palavras proferidas e aos sorrisos na presença dos superiores. Na China os executivos juniores manter-se-ão provavelmente em silêncio na presença dos séniores.

- Os mais velhos são olhados e tratados com consideração, dado que representam sabedoria.

- A posição do “Chairman” será o garante da visão estratégica e do planeamento.

- Poderá ocorrer alguma falta de planeamento e de organização interna.

- O processo de produção na China baseia-se no “low-cost”, sendo que o desafio é fazê-lo com qualidade.

- De uma forma geral, os Chineses são produtores e não criativos nem inovadores.

- É necessária a adaptação às condições locais mas sem perder de vista padrões globais.

Notas sobre o conceito de hierarquia na China:

- A sociedade revela traços de autocracia.

- O tipo de gestão é “top-down“.

- A estrutura hierárquica dita um comportamento de autoritarismo dos mais séniores.

- Dos subordinados espera-se a natural submissão e uma relativa passividade.

- No entanto, este autoritarismo pode revelar traços de paternalismo.

- O processo de tomada de decisão é individual e não colectivo.

- Os subordinados partem do princípio de que o líder considerou todos os aspectos, pelo que aceitam esta forma de relacionamento profissional.

- Os valores predominantes são o respeito, a autoridade, o conformismo e a submissão hierárquica. Jamais se deve fazer um Chinês perder a face!

Cristina Marques Fernandes

Friday, February 10, 2012

"Top Ten" das Reuniões de Trabalho

As reuniões, como sabido por todos aqueles que desenvolvem uma actividade profissional, são uma forma de comunicação profissional, seguramente das mais dispendiosas e nem sempre conducentes à obtenção de resultados eficazes.

Algumas reflexões:

- Uma reunião deve ser convocada para analisar informação, proporcionar a tomada de decisão e promover a união/motivação entre as equipas.
- Vale a pena considerar o custo da realização de uma reunião. Não raramente, aquele assunto poderia ser tratado por outros meios de comunicação menos onerosos.
- Os motivos de fracasso de uma reunião podem ser inúmeros como, por exemplo, o facto da mesma ter sido desnecessária, não terem sido comunicados os objectivos, não participarem os intervenientes adequados, as condições logísticas serem deficientes, os presentes não terem capacidade de decisão.
- As probabilidades de fracasso de uma reunião são imensas quando a mesma não é organizada em todos os aspectos que lhe são inerentes.
- Estruturar e divulgar antecipadamente a agenda de uma reunião é fundamental.
- Facilitará o sucesso da reunião se a mesma for liderada positivamente.
- Alguém de entre os presentes deve ficar responsável pela elaboração da acta e sua posterior distribuição.
- A pontualidade é muito importante. Deve ser estabelecida a hora de início e a hora de término daquela sessão de trabalho.
- A cortesia na convivência é de grande utilidade, por exemplo minimizando interrupções e distrações.
- Analisar e discutir não significa ser agressivo e insultar.

Existem neste blog diversos posts sobre este tema e conexos, que podem ser consultados na "tag" reuniões.

Cristina Marques Fernandes

Wednesday, February 8, 2012

Rainha Isabel II: “The Diamond Jubilee” (II)

Assinalaram-se, esta semana, sessenta anos sobre o aniversário da Ascensão de Sua Majestade, a Rainha Isabel II ao Trono. A BBC disponibilizou o primeiro episódio de vários documentários, sob o título "The Diamond Queen", cuja visualização recomendo vivamente.


"The Diamond Queen - Episode One":





Susana de Salazar Casanova

Tuesday, February 7, 2012

100º Aniversário de Sua Alteza, Dona Maria Adelaide de Bragança, Infanta de Portugal

Assinalou-se no passado dia 31 de Janeiro o centésimo aniversário de S.A., Dona Maria Adelaide de Bragança, Infanta de Portugal. Sua Alteza é a única neta viva do Rei D. Miguel I de Portugal e é um exemplo notável de vida. A este propósito note-se a publicação da obra biográfica sob o título “A Infanta Rebelde”.
Sua Santidade, o Papa Bento XVI, manifestou, através do Núncio Apostólico em Portugal, Monsenhor Rino Passigato, o reconhecimento pelas suas “altruístas virtudes, fé inabalável, amor e dedicação ao Evangelho”, tendo-lhe ainda concedido uma Bênção Apostólica. O diploma foi-lhe entregue pelo Núncio Apostólico e pode ser visualizado aqui.
“O mesmo pedaço de papel que a levou aos calabouços da Gestapo salvou-a da deportação para a Sibéria. Em 1945, Dona Maria Adelaide, neta do rei Dom Miguel I, foi presa pela segunda vez pela polícia política do III Reich em Viena, na Áustria ocupada pelos nazis. Tinha 33 anos. Acusaram-na, e com razão, de pertencer a uma célula da resistência.


De facto, Dona Maria Adelaide pertencia ao 05, um grupo que fazia sabotagens e acções subversivas contra a ocupação alemã. A Infanta de Portugal foi detida devido ao descuido de um militante comunista – que se deixou prender na posse de um papel com o seu número de telefone.


Desta vez, Salazar não a podia salvar. No ano anterior, Dona Adelaide e a irmã Benedita tinham sido presas pela Gestapo – que as prendeu por estas escutarem as emissões de rádio da BBC, proibidas na Áustria.


O presidente do Conselho conseguiu que as duas fossem libertadas, mas o cárcere de um mês deu ainda mais razões a Dona Maria Adelaide para lutar. "Nesse momento ainda não trabalhava na resistência. Quando saí da prisão, porém, decidi ser um membro activo. O que ali vi retirou-me qualquer dúvida que resistisse", contou Dona Maria Adelaide na biografia ‘A Infanta Rebelde", de Raquel Ochoa.


A Infanta de Portugal passou a acolher resistentes judeus e ingleses na quinta da família, em Seebenstein, a 70 quilómetros de Viena, e ingressou no grupo de resistência 05. Meses depois, a filha mais nova de Dom Miguel II, filho do Rei expulso de Portugal após a guerra civil no século XIX, estava detida pelos nazis num antigo hotel de Viena e fez chegar ao exterior informações de que estavam guardadas no edifício listas de alvos a abater pela Gestapo.


Católica convicta, rezou por uma bomba que destruísse o edifício, mesmo sabendo que podia morrer. As bombas britânicas não tardaram. Dona Adelaide sobreviveu às explosões, mas a sua ficha desapareceu nas ruínas do hotel onde estava presa.


Ao fim de um mês de cativeiro – em que passou fome e sede, e foi interrogada horas a fio – Viena caiu nas mãos dos comunistas russos. Quando tomaram o local onde Dona Adelaide estava detida, os prisioneiros não tinham quaisquer documentos e os russos não sabiam quem eram os ‘bons’ e os ‘maus’. Por um feliz acaso, a ficha de Dona Maria Adelaide apareceu no chão. Estava lá escrito que fora presa por apoiar um comunista. E assim se livrou da deportação para a Sibéria, destino trágico de vários dos seus companheiros.


NASCIDA NO EXÍLIO | Dona Maria Adelaide é a oitava filha do segundo casamento de Dom Miguel II. Este teve mais três filhos de uma primeira união, tendo ficado viúvo muito cedo. Nascida na Áustria, onde o avô e depois o pai estavam exilados, Dona Maria Adelaide era cúmplice de brincadeiras e tropelias do irmão Duarte Nuno, cinco anos mais novo, que se tornou Herdeiro da Coroa Portuguesa após a morte do pai, em 1927. Nessa altura, é já ponto assente que a sucessão do trono português passaria para os descendentes do Rei Dom Miguel I.


Em 1912, Dom Manuel II, o último Rei de Portugal, e Dom Miguel II, Pai de Dom Duarte Nuno e Dona Adelaide, acordaram em Dover, Inglaterra, que caso Dom Manuel II não tivesse filhos, a sucessão passaria para os descendentes do Rei Dom Miguel I. Foi o que aconteceu, mas Dom Duarte Nuno só foi autorizado pelo regime de Salazar a viver em Portugal em 1951. Dona Adelaide é tia direita de Dom Duarte Pio, filho de Dom Duarte Nuno, o actual Herdeiro ao Trono Português, abolido na revolução de 1910.


AO SERVIÇO DOS OUTROS | Formada como assistente social, Dona Maria Adelaide trabalhou como enfermeira em Viena após o fim da II Guerra Mundial. Conheceu o estudante de medicina holandês Nicolaas van Uden, com quem casou em 1945 e de quem teve seis filhos. Três anos depois chegaram a Portugal, já após o nascimento dos primeiros dois filhos. Maria falava português, mas só conhecia o país das lições da sua preceptora de infância. Ficou chocada com a realidade social que encontrou.


No livro ‘A Infanta Rebelde’ conta porquê: "Chocou-me profundamente essa miséria e as injustiças sociais. Era convidada para as festas, mas não ia, no primeiro ano sim, mas achava as pessoas desinteressantes. Eu passei a ter outros interesses quando descobri como o povo vivia. E não se pode imaginar como o povo passava mal".
Combatente da ditadura de Hitler, Dona Maria Adelaide van Uden reprovava o regime do Estado Novo, mas sabia que devia a sua vida a António de Oliveira Salazar: "Eram tempos estranhos, lembro-me de uma mulherzinha apanhar um papel do chão de uma propaganda comunista e ser logo presa. Quando me apercebi dessas injustiças insurgi-me contra o regime. Apesar de eu admirar Salazar, juntei-me a outras pessoas para lutar contra ele. O problema é que à minha família impunha-se o inesquecível agradecimento ao presidente do Conselho, pois quando a Alemanha invadiu a Áustria ele concedeu-nos passaportes diplomáticos", contou na biografia.


MULHER DE CAUSAS | Dona Maria Adelaide instalou-se com a família num palácio na Trafaria e presidiu durante décadas à Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, no apoio aos mais desprotegidos. A família vivia com dificuldades económicas, mas Dona Adelaide, que sobreviveu a duas guerras mundiais, sabia que havia gente a passar muito pior. O marido teve de repetir em Portugal o curso de Medicina – não lhe foram reconhecidas equivalências para exercer – e dedicou-se à investigação científica. Fundou o Instituto Gulbenkian de Ciência. Morreu em 1991.
Esta semana, os 100 anos de Dona Maria Adelaide juntaram família, amigos e partidários da Causa Monárquica num jantar em Lisboa. O Presidente da República quis associar-se à celebração atribuindo-lhe a Ordem de Mérito Civil. Uma vida única, que a própria descreveu numa frase: "Sei que a minha vida foi diferente do que poderia ter sido porque estive disposta a morrer por uma causa. Sei o que isso quer dizer. Sei que não há mal que resista a um grupo de pessoas com ideias".”
Fonte: Correio da Manhã de 05 de Fevereiro de 2012 in http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com

Para celebrar o 100º Aniversário de S.A., Dona Maria Adelaide de Bragança, a Comissão Organizadora, presidida pelo Senhor Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz, preparou um programa, que incluiu uma Missa de Acção de Graças na Igreja do Bom Sucesso (Lisboa).
De seguida, realizou-se um jantar de homenagem, para cerca de trezentos convidados, no Centro Cultural de Belém. O Chefe de Estado português conferiu à Senhora Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden o Grande Oficialato da Ordem de Mérito, entregue no final do jantar, na presença do Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dr. José Manuel Nunes Liberato.


Susana de Salazar Casanova e Cristina Marques Fernandes

Monday, February 6, 2012

Crónica Revista Sábado (CMF XVII) - O primeiro dia do primeiro emprego

Conjuntura adversa combatida, desafios ultrapassados, dificuldades vencidas… e o primeiro dia do primeiro emprego finalmente chegou. Parabéns! Não é, contudo, o momento de relaxar, apesar do nervosismo das entrevistas e da ansiedade do processo de selecção já terem passado. Agora é que tudo está realmente a começar…

Um pouco por todo o mundo, estudos vão apontando que cada vez mais factores como a inteligência emocional, a inteligência social, o saber ser e o saber estar ganham força (e muita!) face às habilitações académicas e às capacidades técnicas. Dá que pensar.

Por outro lado, os jovens vivem num registo completamente informal (família, amigos, escola…) pelo que poderá ser difícil se adaptarem, literalmente “de um dia para o outro”, a ambientes empresariais que, apesar das crescentes tendências de informalidade, ainda se regem por padrões de comportamento em alguns casos radicalmente diferentes dos então vivenciados pelos recém-ingressados no mercado de trabalho.

Deixo, então, alguns aspectos que julgo devem ser considerados:

- Vale a pena fazer o “trabalho de casa”, isto é, informar-se o mais possível sobre a organização na qual está a ingressar (história, áreas de negócio, mercados de actuação, “quem é quem” dentro da organização…). Actualmente, recorrendo à Web, esta tarefa está muito facilitada.

- Em caso de dúvida, adopte um comportamento neutro, isto é, se não conhece o tipo de ambiente no qual vai ingressar, não tome atitudes radicais.

- Resista à tentação de iniciar o tratamento por “tu”, por iniciativa própria. Devem ser os de maior estatuto profissional e/ou os mais velhos a darem essa indicação, se for o caso.

- Que tudo comunica, é um “cliché” conhecido por todos mas frequentemente ignorado. Quando chegar, antes de falar já comunicou, e muito! Então, vale a pena prestar especial atenção à imagem pessoal (higiene irrepreensível, apresentação cuidada, vestuário adequado ao ambiente profissional em que está a ingressar). Não é, decididamente, o dia indicado para afirmação de estilo ou para estrear novas tendências.

- Ouvir, mais do que falar, assimilar tudo em redor, demonstrar curiosidade mas mantendo sempre a discrição, são comportamentos que revelam ponderação e bom senso.

- Adoptar uma atitude de humildade, disponibilidade e vontade de aprender, porque o facto de ter estudado numa prestigiada universidade obtendo uma óptima média final de curso, por si só, não chega para revelar o valor profissional e pessoal nestas circunstâncias de primeiro dia no primeiro emprego.

- Falar e escrever correctamente, não recorrendo a calão, tendo especial atenção a erros gramaticais e ortográficos.

- Resistir à tentação de não largar o telemóvel ou outros aparelhos electrónicos.

- Usar da máxima prudência quanto a tudo o que diz ou escreve sobre a organização e as pessoas que a integram (com particular atenção àquilo que revela nas redes sociais).

- Agir com naturalidade (toda a artificialidade cairá por terra, mais cedo ou mais tarde) mas controlando reacções emocionais que podem ser despropositadas em determinados contextos.

E, sempre, respeitar tudo e todos e sorrir!

Boa sorte e bom trabalho!

Cristina Marques Fernandes

Sunday, February 5, 2012

Pós Graduações | ISLA Campus Lisboa

ISLA Campus Lisboa | Laureate International UniversitiesLink


O ISLA CAmpus Lisboa vai abrir no próximo mês de Março, a 21.ª edição do curso de Pós-Graduação em Imagem, Protocolo e Organização de Eventos e a 4.ª edição do curso de Pós-Graduação em Consultoria de Imagem.


Informações diversas sobre ambas as PG podem ser obtidas aqui.


A brochura com horários, plano de estudos e corpo docente da PG em IPOE, está acessível aqui.


A brochura com horários, plano de estudos e corpo docente da PG em CI, está acessível aqui.


Peça informações. Contacte o ISLA Campus Lisboa: 808 203 544.


Susana de Salazar Casanova

Documentários (X) | Queen Margrethe

Parte I



Parte II



Parte III



Friday, February 3, 2012

Sustentabilidade em Eventos - Directivas GRI

A "Global Reporting Initiative" (GRI) acaba de emitir as directivas que permitem ao sector de organização de eventos obter informação qualitativa e quantitativa quanto ao seu desempenho em termos de sustentabilidade e responsabilidade social.

Estas directrizes estão directamente relacionadas com os seguintes aspectos:

- Escolha do local do evento;
- Recrutamento de mão-de-obra (colaboradores e voluntários);
- Origem dos materiais;
- Impacto sobre as comunidades, sobre o ambiente e sobre aspectos locais e globais da economia;
- Planeamento e gestão de tudo o que perdura após a realização do evento;
- Acessibilidades.

De acordo com estas directrizes GRI, o conceito de sustentabilidade no sector de organização e gestão de eventos tem adquirido uma importância crescente e a existência de uma moldura legal internacionalmente reconhecida (como, por exemplo, a ISO 20121) garantem ao sector informação quanto ao reporte, gestão e desempenho em sustentabilidade.

Acresce que as expectativas dos "stakeholders" caminham no sentido da exigência de transparência a todos os "players" no mercado.

O documento completo está disponível aqui. Sobre outros textos neste blog dedicados ao tema da sustentabilidade, consulte-se a respectiva "tag".

Cristina Marques Fernandes

Thursday, February 2, 2012

A Primeira-Dama, Carla Bruni

A nomenclatura Primeira-Dama é a designação que se utiliza em muitos países para designar a mulher de um Chefe de Estado, por exemplo.


O documentário seguinte é bastante interessante porque nos permite ter uma visão alargada das actividades e responsabilidades/papel do cônjuge do Chefe de Estado.


Parte 1 | “Carla's Way - My Country France - BBC Culture & Profile Documentary”




Parte 2 | “Carla's Way - My Country France - BBC Culture & Profile Documentary”




Parte 3 | “Carla's Way - My Country France - BBC Culture & Profile Documentary”




Susana de Salazar Casanova

Tuesday, January 31, 2012

Presidência do Conselho da União Europeia | Dinamarca



De Janeiro a Junho próximo a Presidência do Conselho da União Europeia é assumida, pela sétima vez, pelo Reino da Dinamarca. A Dinamarca dará seguimento à presidência tripartida entre Polónia, Dinamarca e Chipre, no último semestre de 2012.


A Presidência do Conselho da União Europeia é liderada por um grupo de Estados-Membros, para um período de 18 meses. Este sistema de presidência tripartida entrou em vigor em 2007 (Portugal presidiu no segundo semestre) - Regulamento Interno do Conselho, datado de 15 de Setembro de 2006 (Decisão 2006/683/CE, Euratom).


A Presidência do Conselho é um dever de cada Estado-Membro, com o propósito de contribuir para o bom funcionamento das instituições comunitárias.


Como responsabilidades a Presidência do Conselho deve organizar e ser anfitriã de reuniões diversas do Conselho. Além das diversas obrigatoriedades, tarefas prévias e encontros em que participa deve actuar em estreita colaboração com os titulares dos dois altos cargos europeus, de acordo com o Tratado de Lisboa. Estes são:


- Presidente permanente do Conselho Europeu - Herman Van Rompuy.


- Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança - Catherine Ashton.


Representar o Conselho da UE na relação com outras instituições da União Europeia, tais como a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu.




“The programme for the Danish presidency was officially presented 6th of January at a press conference in Copenhagen. In the programme it will be possible to read more about the most important issues on the agenda during the next six months, including the four fundamental priorities for the Danish Presidency:
A responsible Europe
A dynamic Europe
A green Europe
A safe Europe” Fonte: http://eu2012.dk
Susana de Salazar Casanova

Monday, January 30, 2012

Bandeiras do Mundo - Continente Europeu (XVII) - França

Este post, sobre a Bandeira Francesa, sucede a anteriores sobre o tema das bandeiras de países Europeus (vide "tag" bandeiras).

Os símbolos da República Francesa são oito: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, "La Marianne", a divisa "Liberté, Egalité, Fraternité", a Festa Nacional a 14 de Julho, "Le coq", "Le Faisceau de Licteur", e "Le Sceau".

A Bandeira Nacional Francesa, que surge enquanto emblema nacional na V República, resulta da união da cor branca (o rei) com as cores azul e encarnada (representativas da cidade de Paris), simbolicamente representando a união entre a monarquia e o povo. Contudo, as suas origens permanecem pouco claras. Foi na Constituição de 1958 que ficou determinada a actual Bandeira como Símbolo Nacional.

Não existem restrições à utilização da Bandeira Nacional mas, naturalmente, este símbolo deve ser respeitado sob pena de sanções penais.

Regras de utilização da Bandeira Francesa:

- A Bandeira Nacional deve ocupar sempre o lugar de honra.
- Em número ímpar, o lugar de honra é ao centro.
- Quando apenas se trata a colocação de duas bandeiras, o lugar de honra é à direita (ou seja, à esquerda de quem olha de frente).
- Habitualmente, em número superior a três, a Bandeira nacional ocupa o primeiro lugar da direita, seguindo-se as demais em fila indiana.
- Nenhuma bandeira pode ocupar uma posição superior em altura à da Bandeira Nacional.
Refira-se que, à semelhança de outros Estados Membros da União Europeia, a Bandeira Nacional Francesa aparece sempre acompanhada da Bandeira da União Europeia, sendo ambas as bandeiras posicionadas em diagonal.

Para outros posts neste blog sobre temas directa ou indirectamente relacionados com França, consultar a respectiva "tag".

Cristina Marques Fernandes

Sunday, January 29, 2012

Pós-Graduação em "Protocolo, Comunicación e Imagen Corporativa" en la Universidade da Coruña


Justify Full
Realizar-se-á na Facultad de Ciencias de la Comunicación de 9 de Março a 16 de Junho a segunda edição da Pós-Graduação em Protocolo, Comunicação e Imagem Corporativa da Universidade da Coruña.


A formação destina-se a estudantes e a todos os profissionais com interesse na área da comunicação empresarial.


“El programa formativo se estructura en varios módulos, en los que se abordarán los princípios básicos del protocolo oficial y las relaciones institucionales, así como la organización de eventos en la empresa (reuniones, visitas, negociaciones, congresos y banquetes). Se hablará también de la planificación estratégica de la imagen corporativa y su difusión y gestión a través de los medios digitales, sin olvidar la importancia de conocer el lenguaje y funcionamiento de los medios de comunicación tradicionales. En el terreno de las relaciones interpersonales, las habilidades de comunicación tendrán un espacio destacado, donde los alumnos conocerán los secretos de la oratoria, el lenguaje escrito y la comunicación no verbal, así como las pautas básicas de la imagen personal y su papel en el entorno profesional. Los alumnos realizarán también varias visitas didácticas a centros de interés, como la Diputación de La Coruña, la Fundación Caixagalicia, Palexco (Palacio de Congresos) y la redacción de La Voz de Galicia.”
Saiba mais aqui: www.ProtocoloUDC.blogspot.com


Cristina Marques Fernandes e Susana de Salazar Casanova

Friday, January 27, 2012

IV Curso Extraordinário de Protocolo, Comunicação e Imagem Corporativa

A Universidade de Salamanca, através da Faculdade de Psicologia, promove a quarta edição do curso acima referenciado, que se realizará de 17 de Fevereiro a 25 de Maio, em modalidade presencial, às sextas-feiras à tarde e sábados até às 15:00h.

Com um programa muito completo (protocolo oficial, protocolo empresarial, protocolo social e organização de eventos), este curso conta com um leque de Professores composto por profissionais de grande prestígio.

Todas as informações podem ser obtidas em www.protocolousal.com ou simplesmente clicando aqui.

Cristina Marques Fernandes e Susana de Salazar Casanova

Jornadas Internacionais de Comunicação Institucional e Imagem Pública

Realizar-se-ão em 9 e 10 de Maio próximo as Jornadas acima identificadas, no âmbito do "XII Curso Complementar de Comunicação e Protocolo" promovido pela Universidade de Vigo, evento este a decorrer no Campus de Pontevedra desta Universidade, sob a coordenação cientifica do Senhor Professor Doutor Fernando Ramos.


Do programa, extenso e interessante, constam oradores provenientes de várias organizações e localidades Espanholas.


Cristina Marques Fernandes e Susana de Salazar Casanova

Thursday, January 26, 2012

Palácio de Belém | Traje Libré

Partilho o e-mail que recebi do Museu da Presidência da República, sobre os trajes que os funcionários da Presidência da República usam: Libré.

“Os trajes que os funcionários do Palácio de Belém usam em cerimónias oficiais chamam-se Libré. Trata-se de vestuário tradicional de empregados domésticos de palácios ou casas nobres, composto por casaca guarnecida com botões de metal dourado com brasão de armas, calças até abaixo do joelho e peúgas.


As cores destes trajes eram determinadas pelas cores heráldicas das famílias. A libré era também usada pelos soldados antes da introdução dos uniformes. Esta tradição manteve-se no Palácio de Belém até aos dias de hoje.” Jorge Inácio. Gestão da Colecção | Museu da Presidência da República

Susana de Salazar Casanova

Tuesday, January 24, 2012

O que fazer após a entrevista de emprego?





Após a entrevista considere:


a) Remeter uma carta ou um e-mail (mediante a formalidade) de agradecimento. É desaconselhado o envio de um SMS;


b) Certificar-se de que o nome, o cargo e a morada ou o e-mail do entrevistador estão correctos. Em caso de dúvida contacte o secretariado do entrevistador;


c) Usar com rigor os títulos académicos. Em Portugal este é um ponto muito importante. Opte por um tratamento formal, excepto quando não é a primeira entrevista e tem indicações nesse sentido. O mesmo se passa quando o relacionamento entre entrevistador/entrevistado tiver sido conduzido nesse sentido;


d) Escrever um texto claro e sincero que não tem que ser extenso. Deve sim ser o mais objectivo possível! Dirija-se à pessoa agradecendo a oportunidade concedida e por ter tido oportunidade de falar detalhadamente sobre o seu percurso académico e profissional;


e) Utilizar um tom positivo, mas sem cair em excessos;


f) Aproveitar para reforçar o interesse no lugar e na organização, sintetizando as expectativas. Acrescentar referências agradáveis sobre a organização;


g) Procurar mostrar-se disponível para outras entrevistas e outras posições;


h) Ao terminar, escolha e use uma saudação final adequada e despeça-se.


Susana de Salazar Casanova

Monday, January 23, 2012

Crónica Revista Sábado (CMF XVI) - "Dress Code": Fato Escuro

Recentemente assisti a um evento, nocturno, cujo “dress code” indicado no respectivo convite era “Fato Escuro”. Como, além de dedicada a estes temas do protocolo e da etiqueta, tenho por hábito observar o que me rodeia, foi interessante concluir o seguinte: ou muitos dos participantes simplesmente não sabem interpretar esta indicação de traje ou, se sabem, preferem, por mil e uma razões que não me cabe adjectivar, “dar nas vistas” - e nem sempre pelas melhores razões!

A indicação “fato escuro” é, certamente, um dos códigos de vestuário masculino com maior frequência aconselhado, quer no dia-a-dia profissional quer em eventos, tanto diurnos como nocturnos. Consiste no uso de um fato que, tal como o nome indica, deve ser escuro (em tons de azul, cinza ou mesmo preto), fato este liso ou com padrão muitíssimo discreto, acompanhado de camisa clara, de preferência também lisa (se em contexto ou evento formal, aconselha-se a intemporal camisa branca) e com gravata de boa qualidade. Monótono, dirão alguns. Discordo, porque a utilização de acessórios de bom gosto e qualidade (relógio, botões de punho, cinto, sapatos clássicos, preferencialmente de atacadores) poderão fazer toda a diferença face ao traje do dia-a-dia.

Pois bem, voltemos ao dito evento. Se muitos dos cavalheiros presentes cumpriram com dignidade o “dress code” indicado, outros apresentaram-se de “smoking” e outros tantos de fato e camisa sem gravata… Por sorte, que eu tenha reparado, de calças de ganga, nenhum…

Acresce que, em protocolo, habitualmente só se dá indicação do traje masculino, pelo que cabe às senhoras interpretar a respectiva equivalência. Ditam, também, as regras, que com um cavalheiro de fato escuro a senhora se apresenta de “vestido curto” (apesar de, em certas situações de eventos nocturnos de maior formalidade, se assistir ao uso de vestido longo). Pela designação “vestido curto” entenda-se um vestido de alguma “toilette” ou um fato de saia e casaco, sendo permitidos tecidos mais nobres e vistosos do que no dia-a-dia e, principalmente, acessórios mais sofisticados. Como penso que é unânime, as senhoras têm maior liberdade nas opções de escolha, factor que sendo positivo, também pode levar a que facilmente se caia no campo da falta de gosto e de sentido de oportunidade.

Claro que, desnecessário será dizer, um grande número de senhoras se apresentou de vestido longo e com modelos ultra-sofisticados, a meu ver totalmente desadequados à situação.

Note-se que o traje “fato escuro” não está reservado apenas a eventos, sendo o adequado a situações com menor ou maior grau de formalidade no quotidiano de muitos profissionais.

Cristina Marques Fernandes

Friday, January 20, 2012

O Menu

Imagem do menu do jantar oficial oferecido pela Presidência da República Francesa ao Rei Carlos I, a 15 de Dezembro de 1904, ilustrado por Eugène Grasset, reputado artista de arte nova

A apresentação de menus à mesa de refeições surgiu por volta de 1870, nas mesas europeias, numa época em que se impunha o serviço à russa.

Em França, por exemplo, a tradição de incluir menus em banquetes oficiais remonta à III República (1870-1940) - nesta época os menus eram verdadeiras obras de arte, realizados de acordo com os preceitos da cromolitografia, por especialistas em ilustração.
Menu utilizado na Primavera de 1903, por ocasião da visita do Presidente Emile Loubet à Argélia, com imagens ilustrativas da arte e do folclore locais
Menu utilizado em 4 de Maio de 1930
Na V República, por iniciativa de André Malraux, os menus dos jantares oficiais são repensados. Por seu turno, posteriormente, François Miterrand, cria uma série de menus baseados na reprodução de obras de grandes artistas franceses do século XX, transformando os menus em belos objectos de decoração.

Actualmente, são as armas da República Francesa que figuram nos menus oficiais, que são de cor branca.

Um menu, mais do que um elemento decorativo momentâneo, é uma importante peça que traduz o prestígio de uma refeição e, mais relevante ainda, que em grande parte dos casos vai perdurar no tempo, dado que muitos comensais apreciam guardar o menu como recordação. Daqui advém, também, a necessidade de que esteja irrepreensivelmente elaborado.

Cristina Marques Fernandes

Thursday, January 19, 2012

Organização de Eventos (LXVIII) | Notas sobre desperdício em eventos

Todos nós participamos com maior ou menor regularidade em eventos, no âmbito da nossa actividade profissional. As razões são várias e dependem de vários objectivos: promover a empresa, a marca, demonstrar produtos ou experimentar produtos, actualização ou formação profissional, network…


Numa parte significativa dos eventos – seminários, conferências, jornadas, congressos – a participação só pode ser feita mediante inscrição e respectivo pagamento. Nestes casos quer seja a entidade patronal, ou o próprio a efectuar o pagamento existe um esforço financeiro envolvido, além dos gastos de tempo. O pagamento de uma inscrição acarreta custos que as empresas nem sempre podem suportar. Por isso, quando o fazem e dão a oportunidade a colaboradores, a sócios ou a parceiros de assistirem ao acontecimento, constitui uma oportunidade a ser aproveitada.


Há (ainda) algumas entidades que, apesar da crise financeira, investem nos seus eventos quantias avultadas, fazendo um esforço para primar pela diferença e trazer a Portugal personalidades de elevado reconhecimento internacional, que fazem apresentações brilhantes e partilham experiências interessantes. Assim sendo, eu questiono: como se justifica que os participantes paguem uma inscrição (…ou alguém a pague por eles) e depois exista um número tão elevado de pessoas que passa o tempo (quase integral) a mandar sms, a partilhar informação no twitter, a conversar no facebook ou a navegar na internet…?! Outros relaxam e fazem uma pausa para a “siesta”, mesmo que não seja o horário da mesma. Entendo que estes comportamentos, além de incomodativos para quem está ao lado, são desperdício.


Ao tema anterior, acrescem outros desperdícios mais comuns e visíveis:


Recursos humanos: a má gestão pode levar a que se estimem inadequadamente o número de colaboradores, por equipa.


Espaço: dimensionar erradamente o evento e escolher um local que, além de ter um preço elevado, se torna um problema quando não existem participantes em número suficiente para o encher, sendo necessário encontrar alternativas.


Alimentação: é sempre um dos pontos-chave para os participantes já que a comida de boa qualidade é um factor de sucesso! Assim, vale a pena ter em atenção os custos inerentes e não confirmar que se vai ficar para o almoço e depois… desaparecer, sem sequer avisar, por exemplo.


Documentação: depois de todos os participantes abandonarem o recinto é um bom momento para se olhar à volta e observar o lixo deixado: brochuras, panfletos, revistas, sacos, produtos disponibilizados, pastas, brindes…


Susana de Salazar Casanova